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Glifosato e o debate sobre seus efeitos na saúde humana

Glifosato e o debate sobre seus efeitos na saúde humana
15 de agosto de 2018 Freitag Laboratórios
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O que é o Glifosato?

O Glifosato é o herbicida mais utilizado no Brasil e no mundo. É amplamente comercializado há mais de 40 anos em 160 países e sempre foi apontado como um dos defensivos agrícolas de menor toxicidade disponíveis no mercado. Sua principal utilização é em plantações de culturas transgênicas de soja, milho e algodão, ou seja, culturas modificadas geneticamente para serem resistentes a pragas ou a aplicação de agrotóxicos. Também é empregado como agente dessecante para agilizar a secagem da planta e facilitar a colheita de grãos.

Quais são os efeitos na saúde humana?

Por ser tão utilizado no mundo todo, nos últimos anos surgiu um grande debate sobre seus reais efeitos na saúde humana e, até o momento, não há um consenso internacional sobre este composto. Para se ter noção da magnitude da discussão, existem órgãos como a Agência Americana dos Estados Unidos (EPA) que classificam o Glifosato como provavelmente não cancerígeno e, por outro lado, órgãos como a Agência Internacional de Pesquisa do Câncer da Organização Mundial da Saúde que classificam o glifosato como “provavelmente cancerígeno para humanos”.

Os impactos do glifosato estão sendo avaliados pelos órgãos competentes ao redor do mundo. Estão sendo feitos painéis de discussões, pesquisas e amplos debates entre grandes especialistas sobre os seus efeitos carcinogênicos ou não. No Brasil, o Glifosato passa por um processo de reavaliação toxicológica pela Anvisa desde 2008 e o parecer técnico emitido até o momento mostra que as evidências de carcinogenicidade deste princípio ativo são insuficientes para recomendar o banimento do produto, porém o processo continua em fase de avaliação.

Por que devemos ficar longe dos agrotóxicos?

A informação comprovada através de diversos estudos é que agrotóxicos de modo geral são produtos tóxicos e possuem características carcinogênicas, mutagênicas e teratogênicas, ou seja, causam problemas neurológicos, infertilidade, alterações na produção de hormônios sexuais, má formação fetal, aborto e câncer de diversos tipos. Quando falamos exclusivamente do Glifosato, existem estudos independentes que correlacionam o consumo do mesmo com o aparecimento de doenças como obesidade, diabetes, doenças cardíacas e até depressão, mas nada disseminado por especialistas no assunto.

Da mesma forma que não existe um consenso sobre os impactos do glifosato, não há conhecimento de outros pesticidas que não apresentem riscos à saúde humana e que combatam as mesmas pragas. É preciso a aprovação de uma política nacional de redução do uso de agrotóxicos nas plantações, como está sendo feito em países desenvolvidos. Precisamos investir em monitoramento da qualidade de águas, alimentos e solos. E, claro, incentivar o desenvolvimento de alternativas sustentáveis para a agricultura e que sejam economicamente viáveis.

Artigo desenvolvido por: Grace Jenske – Engenheira Química – Coordenadora de Instrumentação do Freitag Laboratórios

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