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O ar que você respira. O espaço com maior nível de poluição no ar: dentro ou fora da sua casa?

O ar que você respira. O espaço com maior nível de poluição no ar: dentro ou fora da sua casa?
22 de Maio de 2019 Freitag Laboratórios

Não é de hoje que alguns especialistas e pesquisadores começaram a se preocupar com a qualidade do ar de interiores. Também não é difícil imaginar o porque dessa preocupação. Seja por senso estético, necessidade de climatização ou controle de ruído, temos passado a maior parte  da nossa vida em ambientes confinados e selados.

A partir daí, fica fácil imaginar qual é o maior vilão da poluição interna: a baixa taxa de troca de ar. Combine isso com um regime de exposição prolongado e temos a causa de 2,7% dos casos de doenças no mundo, segundo OMS (Organização Mundial da Saúde).

Vilões invisíveis, dentro da sua casa

Cozinhar, limpar e diversas atividades domésticas estão diretamente correlacionadas com o aumento de poluentes no ar em ambientes confinados.

Ao acender a chama do fogão você está liberando Monóxido de Carbono e Dióxido de Nitrogênio.

Ao encerar o assoalho da sua sala você está liberando diversos composto orgânicos voláteis, tais como formaldeído e tolueno.

Ao ligar o aspirador de pó, você está liberando material particulado através da suspensão da poeira do solo.

Por fim, até mesmo ao manter bichos e plantas de estimação na sua casa, diferentes agentes biológicos como fungos e bactérias são liberados.

O que isso tudo quer dizer é que tarefas simples do seu dia a dia, como fazer uma torrada, ferver água ou limpar o banheiro podem deixar o ar da sua casa tão poluído quanto o de uma grande cidade.

E agora?

A solução para a poluição interna é simples. Manter os ambientes sempre muito bem arejados enquanto exercemos nossas ações diárias, para que o ar consiga estar em constante circulação e os poluentes gasosos e particulados possam deixar a sua casa. Filtros de depurador e ar-condicionado devem ser trocados regularmente. Lareira, forno a lenha, incensos e cigarros devem ser evitados em locais confinados.

Essas boas práticas são fundamentais para reduzir os impactos negativos à saúde.

Agora vem a parte difícil. Os produtos químicos que se originam dentro de uma casa não ficam só lá. Compostos orgânicos voláteis de xampus, desodorantes e soluções de limpeza também escapam para o exterior e contribuem para a formação de ozônio e acúmulo de partículas finas na atmosfera.

Não existe ainda uma solução bem definida para este último problema. Cientistas e indústrias tem buscado desenvolver produtos com menor impacto ambiental, livres de aerossóis e solventes voláteis.

Por enquanto, a melhor postura continua sendo manter os ambientes bem ventilados, ficar atento e aberto a novos produtos, além de buscar mais sobre o que está sendo consumido.

 

Artigo por Gustavo Campestrini, Acadêmico de Engenharia Química e colaborador no Freitag Laboratórios.

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