fbpx

Qual o verdadeiro risco que corremos com águas de balneabilidade e de parques recreativos impróprias para banho?

Qual o verdadeiro risco que corremos com águas de balneabilidade e de parques recreativos impróprias para banho?
22 de março de 2019 Freitag Laboratórios

Balneabilidade é a qualidade das águas destinadas à recreação de contato primário, sendo este entendido como um contato direto e prolongado com a água (natação, mergulho, etc), onde a possibilidade de ingerir quantidades apreciáveis de água é elevada.

 

A partir do mês de Novembro, com a elevação da temperatura, é natural que as pessoas procurem formas agradáveis de se refrescar.

Quem até hoje, não ficou contando nos dedos os meses até a chegada do verão para ir à praia, voltar a frequentar a piscina de um clube ou marcar aquele passeio com os amigos no parque aquático?

A questão é que com o aumento da população nesses locais, também aumentam as quantidades de impurezas, vírus e bactérias encontradas na água. E como consequência, surgem doenças oriundas dessas impurezas, as conhecidas viroses de final de ano.

Na realidade você conhece as doenças causadas por essas águas impróprias? E quais as vias de contaminação?

A Fundação Nacional de Saúde (FUNASA, 2002) destaca as principais doenças de veiculação hídrica, que são: diarreia, cólera, febre tifoide (necessita de altíssima contaminação), hepatite A e infecções na pele e nos olhos.

A mais comum de todas é a gastroenterite, podendo ser causada por bactérias, protozoários ou vírus, como o rotavírus. A contaminação nesses casos acontece pela ingestão de águas contaminadas ou então por alimentos mal higienizados, que tiveram contato com a água. Os sintomas aparentes são: vômito, diarreia – podendo apresentar sangue nas fezes – dores abdominais e febre.  A primeira medida que devemos adotar para o tratamento é a hidratação. Os sintomas, a princípio, desaparecem após o quarto dia. Em casos mais graves, a consulta ao médico é indispensável.

Outra doença transmitida é a hepatite A. Causada pela ingestão de água ou alimentos contaminados por fezes de pessoas que possuem o vírus. “Não vemos com frequência, mas pode acontecer”, alerta Karla Cristiane Pinto, bióloga da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental). Na maioria das vezes, pode não apresentar nenhum sintoma, mas atinge principalmente o fígado, causando inchaço e icterícia – pigmentação amarela da pele e parte branca dos olhos – o conhecido amarelão.

Podemos citar também a micose, infecção causada por fungos encontrados na água contaminada. Os sintomas podem ser variados, pois alteram conforme o microrganismo, porém os mais comuns são: coceira, irritação da pele (vermelhidão) e descamação. Após o início do tratamento com medicamentos os sintomas levam em torno de uma semana para desaparecerem.

Uma doença que está relacionada com água contaminada, porém não diretamente, é a conjuntivite. É uma inflamação na região dos olhos, que causa vermelhidão, inchaço e secreções. Estima-se que 90% dessas infecções ocorram por vírus, porém existem casos de infecção por bactérias e protozoários.  A forma de contágio mais comum é a manipulação de alimentos ou objetos que foram contaminados por outra pessoa doente.  O tratamento varia conforme o microrganismo causador da doença, porém é indispensável uma consulta ao seu oftalmologista.

Essas são apenas algumas das doenças que podem nos afetar ao entrarmos em contato com uma água imprópria para banho. Lembrando que muitas vezes nem todas as pessoas serão contaminadas, ressaltando que dependemos muito de como encontra-se nosso sistema imunológico. Sistema que na maioria das vezes durante o verão, torna-se ineficiente pela elevação da temperatura, falta de hidratação correta, excesso de exposição aos raios solares, entre outros fatores. Deixando nosso organismo muito mais vulnerável a microrganismos infectantes.

Por este motivo, hidrate-se, alimente-se bem, cuide-se e evite as seguintes situações:

  • Evitar banho nas praias que forem classificadas como impróprias;
  • Evitar o uso dos cursos d’água que afluem as praias;
  • Evitar o uso das praias que recebem corpos d’água cuja qualidade é desconhecida após ocorrência de chuvas de maior intensidade;
  • Evitar a ingestão de água do mar, com redobrada atenção para crianças e idosos, que são mais sensíveis e menos imunes que adultos;

Assim, irá aproveitar seu verão com muito mais saúde.

 

Jaqueline Hertel e Schaiana Buchner Frozza, Biólogas Técnicas de laboratório no Freitag Laboratórios.

0 Comentários

Deixar uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*