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SPE: Extração em Fase Sólida

SPE: Extração em Fase Sólida
27 de janeiro de 2021 Freitag Laboratórios

Quando falamos em análises cromatográficas, percebemos que a peça chave de todo o processo é a escolha da técnica adequada para o preparo de cada amostra. Isso porque é nessa etapa que são eliminados possíveis interferentes ajustando assim também a confiabilidade do resultado obtido.

Apesar de ser utilizada em larga escala, a extração líquido-líquido acaba apresentando algumas limitações, quando consideramos soluções aquosas. Além de ser um processo que muitas vezes é realizado de forma manual, a quantidade de solvente empregado é muito superior quando comparado a outros métodos, e ainda há a de necessidade de serem imiscíveis e não formarem emulsões.

Desde que foi criada (em 1976), a extração em fase sólida se tornou um dos principais métodos de preparo, pois contorna os problemas apresentados na extração líquido-líquido e melhorando ainda a seu percentual de recuperação em diferentes analitos. Pode ser aplicada em análises de fármacos, alimentos, amostras ambientais e forenses.

Nessa técnica são utilizados cartuchos (membranas) com diferentes sorventes, que são selecionados de acordo com o composto a ser analisado. O mais utilizado para remoção de compostos orgânicos em amostras aquosas é o octadecilsilano (C18), que mesmo com a utilização pontual de outros sorventes, continua sendo amplamente empregado por apresentar uma seletividade significativa quanto aos analitos, boa remoção de interferentes e uma ampla disponibilidade comercial.

Em larga escala, apresenta uma grande vantagem na automatização do processo, o que também contribui para a diminuição do tempo de ensaio. Além da possibilidade de realizar a extração de diferentes compostos simultaneamente, temos uma redução no consumo de solventes orgânicos, contribuindo para uma química mais verde.

Com essa técnica temos também um aumento na porcentagem de recuperação de analitos, o que se torna muito significativo, uma vez que frequentemente trabalhamos com concentrações que ficam abaixo do limite de detecção de muitos métodos, mesmo quando utilizamos outras técnicas mais sofisticadas.

Todos os dias técnicas de preparo de amostras vem sendo criadas, aprimoradas e adaptadas para a realidade de cada nicho de mercado, tornando dessa forma a seletividade dos ensaios cada vez mais assertiva.

 

Autora: Susan Michelle Stolf Stuhlert – Setor de Cromatografia Líquida do Freitag Laboratórios.

cromatografialiquida@freitag.com.br

 

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