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11.05.2026

Licurana - Espécies do bosque do laboratório | Licurana – Species of the Laboratory Grove

Esta árvore, que pode atingir entre 20m e 30m de altura, é comum em diversas regiões do Brasil, desde a Amazônia até o Rio Grande do Sul, sendo frequentemente encontrada no bioma Mata Atlântica. Chamada também de “cajueiro-bravo”, atende por diversos nomes populares; porém, aqui em nossa região, pode ser conhecida como licurana.

É exigente quanto ao solo, preferindo locais úmidos, inícios de encostas e áreas com alta fertilidade. No entanto, tolera situações de solos mais ácidos (pH 5 ou inferior), áreas mal drenadas ou com inundações esporádicas.

É uma espécie semidecidual; portanto, suas folhas inteiras, de formato oval, mudam de cor e caem em certas épocas do ano. Seus pequenos “frutos”, na verdade, são pseudofrutos, consistindo em uma cápsula globosa que envolve a castanha. Tanto suas flores quanto os frutos são mais aproveitados pela fauna do que para o consumo humano. No entanto, pescadores da região do Equador chegam a utilizar seus frutos como isca para atrair peixes.

Seu uso principal, no aspecto humano, normalmente consiste na exploração de seu tronco, utilizando-se a madeira para vigas, móveis, tábuas ou produção de carvão vegetal. Além disso, as folhas e a casca do tronco podem ser utilizadas na extração de compostos de uso medicinal, sendo empregadas popularmente no tratamento e na prevenção de diversos males. Cientificamente, já foi indicado seu potencial em processos de cicatrização e como fonte de vitamina C, ferro, fibras e proteínas.

Vale salientar que a espécie também é plantada em projetos de recuperação ambiental, como, por exemplo, em áreas de matas ciliares.

Autor: 
André Ribeiro do Prado - Gestor de Inovação


IN ENGLISH


This tree, which can reach between 20 and 30 meters in height, is common in several regions of Brazil, from the Amazon to Rio Grande do Sul, and is frequently found in the Atlantic Forest biome. Also called “wild cashew tree,” it is known by several popular names; however, in our region, it may be referred to as “licurana.”

The species is demanding regarding soil conditions, preferring humid locations, lower slopes, and areas with high fertility. However, it tolerates more acidic soils (pH 5 or lower), poorly drained areas, and occasional flooding.

It is a semi-deciduous species; therefore, its entire oval-shaped leaves change color and fall during certain times of the year. Its small “fruits” are actually pseudofruits, consisting of a globular capsule that surrounds the nut. Both its flowers and fruits are more commonly utilized by wildlife than for human consumption. However, fishermen in the Ecuador region reportedly use its fruits as bait to attract fish.

Its main human use generally involves the exploitation of its trunk, with the wood being used for beams, furniture, boards, and charcoal production. In addition, the leaves and bark can be used to extract medicinal compounds and are popularly employed in the treatment and prevention of various ailments. Scientifically, the species has already demonstrated potential in healing processes and as a source of vitamin C, iron, fiber, and proteins.

It is also worth highlighting that the species is planted in environmental restoration projects, such as the recovery of riparian forest areas.

Author: 
André Ribeiro do Prado - Innovation Manager

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