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Determinação Quantitativa de Endotoxinas

Determinação Quantitativa de Endotoxinas
30 de novembro de 2021 Freitag Laboratórios

 

As endotoxinas são toxinas encontradas em abundância no interior da membrana
externa das bactérias Gram negativas que recebem este nome devido à técnica de
coloração de Gram. Esta técnica se baseia na espessura da camada
de peptídeoglicano na parede celular das bactérias.

Quando a membrana externa das bactérias é destruída ou lisada, as endotoxinas são
liberadas para o meio externo na forma de lipopolissacarídeos (LPS) e complexos de
lipoproteínas.

A determinação de endotoxinas pode ser feita por exemplo em água para saúde
humana utilizada no preparo de medicamentos e injetáveis e até no processo de
hemodiálise.

Na água utilizada para o processo de hemodiálise, a presença de endotoxinas em
grandes concentrações pode acarretar sérios riscos à saúde dos pacientes renais, os
quais já apresentam comprometimento do sistema imunológico.

Um dos métodos para a determinação de endotoxinas em água para hemodiálise é o
método quantitativo LAL Cromogênico, que utiliza um lisado de amebócito
de Limulus, o qual é derivado do caranguejo Limulus polyphemus, ou também
conhecido como Caranguejo-Ferradura do Atlântico.

Este método foi desenvolvido na década de 60, onde descobriu-se que a hemolinfa
do caranguejo sofria um processo de coagulação, que acontecia devido a presença
de bactérias Gram negativas que desencadeavam uma série de reações enzimáticas
em cascata.

O método quantitativo de LAL Cromogênico determina concentrações de
endotoxinas por mL de amostra utilizado, sendo a unidade de medida EU/mL.
Para a execução do método é muito importante o processo de amostragem da água
para hemodiálise, pois não pode haver contaminação proveniente de outros meios.

A amostra é acondicionada em um tubo apirogênico, livre de contaminações.

A análise pode ser executada num prazo de até 24 horas após a coleta ou a amostra
pode ser congelada, aumentando seu prazo de preservação .

 

 

Autora: 
Laila Cristina Grubert – Coordenadora Técnica do Sala de Clássicos  

Referências:
HIRAI. Claudio K. O Teste de Limulus (LAL)|Analytica 92. Revista Analytica. 2018.

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